Resenha crítica – série – Sex Education

Não foi amor à primeira vista. Confesso que ao ler o título, tive preconceitos e pensei ser mais uma série adolescente superficial e clichê. Ainda bem que resolvi passar por cima de tudo isso e assistir ao primeiro episódio, que transformou a falta de interesse em completo vício.

A série inglesa Sex Education aborda a relação de um adolescente nerd de 16 anos (Otis) com sua mãe sexóloga e terapeuta sexual famosa, desinibida e escritora de best seller. Para agravar ainda mais a situação, além de sua mãe, seu pai também é terapeuta sexual, contudo, por viver divulgando seus livros, nunca tem tempo para o filho. Seu melhor amigo é gay assumido, que assume uma postura completamente oposta a sua, ao abordar com naturalidade temas ligados a sexualidade e relacionamentos.

A casa de Otis é o consultório de sua mãe e assim o seu dia-a-dia é cercado pela temática sexual. Otis apesar de virgem, se torna um especialista no assunto de forma a aborda-lo com a maior naturalidade quando confrontado, o que chama a atenção de Maeve, uma colega de classe que, por conta de uma fofoca, acaba estigmatizada por sua postura sexual. Maeve, ao perceber os conhecimentos e a facilidade de Otis em tratar sobre o tema, o propõe abrirem uma clínica de terapia sexual clandestina na escola e assim, ambos garantem uma renda extra.

 

A série conta com personagens peculiares e maravilhosas. Apesar do bulling característico da idade, as personagens não são preconceituosas entre si. Há algumas brincadeiras comuns da idade, mas em redor de temas secundários, tais como o aluno que tem um órgão genital maior que os demais, a menina sexualmente desinibida mas que não sabe o que é ter prazer (e apenas dar), a garota que poderia ser rotulada como esquisita, mas na verdade é uma grande escritora erótica, dentre outros.

Além dos problemas sexuais típicos de qualquer idade, a série aborda com maestria e leveza a influência dos pais sobre os filhos, seja a super proteção, seja o abandono total. A série conseguiu abordar temas sérios, que poderiam ser pesados e até constrangedores, de forma educativa e ao mesmo tempo que engraçada.

A primeira temporada agrada de forma surpreendente, fazendo com que episódios de 50 minutos passem voando, arrancando risadas maravilhosas.

Me encantei por várias personagens, mas creio que o grande destaque da temporada é Eric, o melhor amigo de Otis. Eric é o único filho homem em uma família de 05 irmãos. Ele não esconde sua homossexualidade, pelo contrário, mas mesmo assim seus pais preferem, de certa forma, ignorar e achar que é devido a grande influência de suas irmãs. A personagem vai se transformando e amadurecendo ao longo da trama, da mesma forma que seus pais acompanham essa transformação e se revelam surpreendentes ao final.

A segunda temporada já foi confirmada pela Netflix, que eu não vejo a hora de vê-la!

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2 comentários em “Resenha crítica – série – Sex Education

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