Resenha crítica – filmes – Rachel Getting Married ( O casamento de Rachel)

Gosto tanto dos filmes com  Anne Hathaway! Gosto da versatilidade de interpretações e de visuais que ela consegue ostentar. E esse filme foi mais uma adorável confirmação do grande talento que essa atriz norte-americana possui. Ponto mais que positivo para o elenco. Agora outro ponto que faz dar mais vontade de assistir a esse filme: a direção é de nada menos que Jonathan Demme, que foi vencedor do Oscar em O Silêncio dos Inocentes ( apenas, risos!).

Assim, após as devidas apresentações técnicas, vamos ao enredo. O drama independente Rachel Getting Married possui uma protanista que não é aquela que dá nome ao longa, mas sim, sua problemática irmã Kim, vivida pela querida Anne Hathaway.

O filme tem como lapso temporal a semana que antecede o casamento de Rachel. Rachel é a típica filha correta e equilibrada da família, mestre em Psicologia e que após alguns anos de relacionamento irá casar com um adorável professor de música. Tudo lindo, tudo perfeito. Até sua irmã mais nova, Kim, vir para as festividades matrimoniais.

Kim é a irmã mais nova de Rachel que, por conta do casamento, obteve uma licença da clinica de reabilitação a qual estava internada, para passar esses dias com a família. Kim foi uma modelo de sucesso na adolescência, e por conta do abuso de álcool e drogas, acabou por ser internada. Apesar de estar nove meses “limpa”, todos da família a tratam em regime de vigilância permanente, devido ao medo de que por algum motivo ela se aborreça e volte às drogas.

Apesar disso não acontecer, a sua presença incomoda profundamente Rachel visto que, mais uma vez a irmã problemática volta a ser o centro das atenções, e não mais ela e seu casamento. A personagem que era a psicóloga equilibrada, começa a perder o auto-controle e revelar dramas e traumas internos que vão além do ciume por ausência de atenção parental.

O filme é simplesmente fantástico. Ele consegue manter um clima de suspense durante toda a sua duração, seja com relação as discursões familiares, que parecem eminente, seja por acontecimentos e revelações imprevisíveis. Mas o longa também aborda como os laços familiares e fraternais podem ser mais fortes que qualquer outra convenção social. No final, vamos percebendo que, talvez a aparentemente problemática e rebelde, seja a mais normal e verdadeira, diante de tantas máscaras que vão caindo no desenrolar da história.

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Como bem definiu o crítico Robledo Milani, do site Papo de Cinema ” O que vemos é algo cru, amargo e desprovido de tratamentos que pudessem facilitar a entrada do espectador naquele mundo. Somos jogados naquela realidade, sim, mas de forma incômoda e forçada.

O filme foi adicionado recentemente no Netflix mas também pode ser assistido online, no You Tube, sob o preço de R$ 3,90.

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