Resenha crítica – documentário – Amy

Quando a gente é fã e vai assistir o documentário de um ídolo, já imagina uma história linda, de superação e cheia de glamour. Bem, mas a vida da Amy não foi bem assim. Muito pelo contrário. Ao assistir me deparei com uma mulher linda, talentosa, porém extremamente frágil emocionalmente e que sem perceber, foi vítima de seu amor demasiado. O documentário evolui conforme as músicas eram compostas por ela, relatando como estava a vida dela em cada uma das composições. É mais que claro que Amy queria viver de sua música, de seus arranjos e expressar seu modo de ver o mundo e que ela nunca quis ser uma super star. Ela não gostava e nunca quis a fama, ao contrário do seu pai por exemplo.

Cada minuto que passa percebemos como cada rima era um grito de socorro ignorado por muitos. Na minha percepção, ela foi duramente explorada pelo marido (que também fazia plena questão que ela estivesse sempre alcoolizada e refém de seus sentimentos) como do pai, que buscou tirar o máximo que poderia de sua fama. Na verdade, até hoje, visto que ele ainda produz muitos livros as custas das memórias de sua filha. Engraçado que os dois homens de sua vida (marido e pai) foram as pessoas que ela mais amava, passando por cima de todos, e também foram aqueles que a abandonaram: um na infância, quando saiu de casa por conta de um relacionamento extraconjugal e o outro, que a traia com várias mulheres, pelos bares de Londres.

Mas o documentário também mostra como os amigos podem nos amar e serem fiéis mais que muitos familiares. Mostra verdadeiros companheiros, que a acompanharam desde a infância e que lutavam ao seu lado, para que ela não se entregasse, como acabou se entregando.

É lindo ver o talento de Amy, acompanhando cada arranjo sonoro, suas pesquisas para criar e suas inspirações. Mas mesmo é extremamente triste e impactante ver como aquela linda mulher, que encantava a todos que conviviam com ela conseguiu ir se auto-destruindo por amar demais.

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Segundo o site, Adoro Cinema, a família de Amy  se colocou à disposição dos produtores e diretor do filme, após ter ouvido falar sobre o sucesso de seu último documentário do diretor Asif Kapadia (Senna/2010). Eles concederam ao cineasta horas de arquivo/filmagens pessoais, bem como ‘sua bênção’ para entrevistar os parentes e amigos de Amy. No entanto, o pai de Amy, logo começou a sentir que estavam sendo mal representados no longa, que os aspectos negativos da vida de Amy estavam recebendo muito mais atenção do que o positivo, e que as imagens foram editadas a fim de produzir uma narrativa imprecisa de sua trajetória, especialmente os últimos três anos de sua vida. Mitch disse que os fãs da cantora deveriam considerar assistir o filme pelas raras e inéditas imagens e arquivos de sua filha, mas não prestar nenhuma atenção ao retrato geral do filme, que ele rotulou como “absurdo”.

O documentário está disponível tanto para ser visto online como no Netflix

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2 comentários em “Resenha crítica – documentário – Amy

  1. acabei esse documentário aos prantos ;___;
    eu já tinha lido muita coisa sobre o comportamento “explorador” do pai da Amy, mas depois desse documentário fiquei até com nojo dele, acredita? aquelas cenas deles na praia, ele com a equipe de filmagem, e ela visivel e inegavelmente fragilizada… me partiu o coração 😦
    vale muito pelas imagens raras, especialmente no início da carreira, dela tão linda e poderosa. ❤

    curti seu blog, visitarei mais vezes! beijos! ❤

    http://supervanilla.livejournal.com

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