Saindo da crise com três pequenos gestos

Não há um único dia em que não ouvimos na televisão todos os malabares que as pessoas estão fazendo para fugir da crise. Opiniões políticas à parte, e tentando ver o lado bom de tudo o que há nessa vida, creio que seja nesses momentos que a criatividade se faz mais presente. Diante disso, pensando não apenas no aspecto financeiro, mas também no utilitário, acho que é um ótimo momento para nos livrarmos de coisas que além de tempo, demandam recursos emocionais. Acho que esse é o momento ideal de reavaliar comportamento e energias despendidas e ver em que realmente estamos esbanjando e o em que dá para viver com menos, ou até mesmo sem.

Na minha “dieta” pessoal resolvi trabalhar três frentes de combate a crise: recursos naturais, recursos supérfluos e recursos humanos.

No quesito “recursos naturais” meu foco primordial foi o desperdício de água. Você já percebeu como usamos copos descartáveis, totalmente sem necessidade? Percebo muito isso no meu trabalho: poucas pessoas são adeptas aos copos de vidro, sob o argumento de que, esses copos precisam ser lavados e assim, gastam mais água. Para quem pensa assim também, vamos a uma curiosidade: para a produção de um copo descartável é consumido 500 ml de água, enquanto a lavagem feita na pia utiliza 400 ml, como estimou a Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFSP). Assim, fiz a substituição do bendito copinho plástico branco por um de acrílico bem mais bonito e sustentável.

No quesito “recursos supérfluos”, minha medida foi em relação à compra de produtos de beleza e higiene pessoal. Pesquisando,  vi que é muito mais barato (mesmo tendo que pagar o frete) comprar esses produtos em farmácias virtuais do que nas lojas físicas. Os descontos geram em torno de 25% do valor! Sem fazer propagandas, mas gosto muito da Drogasil, Ultrafarma e The Beauty Box. Tirei o pé do acelerador também com relação às roupas. Vejo que a célebre frase “eu não tenho nada para vestir” vem da nossa preguiça de todos os dias pensar em produções alternativas. Realmente dá um trabalho danado pensar em novas combinações, mas o resultado é compensador. Descobrimos novos looks sem precisar gastar um centavo a mais por isso e sem sentir-se culpada por adquirir mais um item para um guarda-roupa que já está tão entulhado…

No último e mais complicado tópico de contenção, estão os recursos humanos. Um belo dia sentei e analisei friamente aquelas pessoas que realmente valorizavam a minha amizade e minha companhia. Digo isso porque, diante de uma rotina intensa de atividades profissionais e familiares, nosso tempo livre para ver os amigos acaba sendo bem pequeno e raro. Então para que gastar esse tão precioso tempo com amigos que, simplesmente, “não valem a pena”. Falo isso, não no sentido deles não serem boas pessoas, mas sim no sentido de que a sua amizade talvez não seja tão importante como a deles é para você. É um pensamento que num primeiro momento parece frio e calculista mas que, no momento que o implementamos, vemos que estávamos deixando de lado amigos bem mais interessantes e divertidos.

Utilizando a máxima do “reduzir, reutilizar e reciclar” nos pequenos atos do dia a dia, percebemos que deixamos não apenas de desperdiçar dinheiro, mas passamos a ganhar mais tempo e qualidade de vida, que acaba por influenciar positivamente todos aqueles que nos cercam.

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