Resenha Crítica – filmes – O Doador de memórias ( The Giver)

Final de semana é tempo de botar em dia as séries e filmes esquecidos ao longo da semana. Um dos escolhidos para esta empreitada já estava na minha lista de favoritos há algumas semanas e até então eu não fazia ideia que ele era inspirado em um livro de grande sucesso nos Estados Unidos: The Giver – O doador de memórias:

O longa-metragem conta a história de uma comunidade isolada das demais, em que seus governantes conseguiram erradicar a violência, as diferenças sociais e as doenças. Mas em contra partida, erradicou também as cores, a interação física dentre as pessoas e o mais importante de tudo: os sentimentos. Segundo a presidente da comunidade ( nada menos que Meryl Streep) os sentimentos eram os principais causados das disputas típicas da natureza humana que, geravam a dor e o sofrimento. Além disso, para viver, não era necessário amor e alegrias, e sempre que o ser humano tinha um poder de escolha, ele sempre escolheria a opção errada.

Assim, toda a existência dos pertencentes a comunidade era delimitada por regras bem rígidas, mas aparentemente, todos eram felizes e satisfeitos. Anualmente, todos os jovens prestes a fazer 18 anos eram reunidos em uma grande cerimônia para decidir para que carreira (ou função) iria se dedicar até o final de suas vidas. Até então, o filme é bem parecido com o filme Divergente, mas só até ai. O protagonista, Jonas ( interpretado por Brenton Thwaites) é escolhido para ser o Recebedor de Memórias, ou seja, seria o único a saber tudo que a humanidade já viveu ao longo dos anos mas que todos os outros habitantes da comunidade desconheciam. O Recebedor tem um dos papeis mais importantes pois, devido ao seu conhecimento de tudo, após o seu treinamento ele se tornaria o conselheiro oficial dos governantes.

Tudo ia bem até Jonas descobrir o que significava o Amor e a Felicidade. A descoberta se deu no momento que pode testemunhar o que era de fato um parto, e como era a criação de um bebê por sua família biológica ( e não nos moldes que ele conhecia, em que os bebês eram entregue a casais sem relação, através de um sorteio). Maravilhado com a força daquele “calor” que alimentava a alma e todos os seus pensamentos, Jonas decidi se rebelar contra o atual modo de governo de sua comunidade e buscar formas de mostrar aos outros que, viver sem o amor ou qualquer outro sentimento, não é viver. É apenas existir… e assim, não é necessário a existência do homem, apenas de máquinas.

O filme é fantástico do começo ao fim. Inicia-se preto-e-branco e a cada nova descoberta do Recebedor de Memórias, ele vai ganhando um colorido suave, até se tornar uma sequencia de imagens de cores vibrantes. Nos faz pensar até que ponto vale a pena seguir vivendo uma vida baseada só na rotina da realização de tarefas e deixar de lado os momentos realmente sem cobranças que nos permitem ter experiencias que nos tiram da mesmice.

Óbvio que na história existe um romance, mas isso eu vou deixar para vocês descobrirem, ao assistir a película!

Elenco de peso presente: Meryl Streep, Jeff Bridges, Katie Holmes além da participação especial de Taylor Swift. The Giver é a adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome, escrito por Lois Lowry e publicado nos Estados Unidos em 1993. No Brasil, a obra foi lançada com o título O Doador e é possível assistir no Netflix.

Para quem prefere ver online, basta clicar aqui.

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Um comentário em “Resenha Crítica – filmes – O Doador de memórias ( The Giver)

  1. Olha só! Rumble Fish também começa em preto e branco, apenas o peixinho é colorido e vai desenvolvendo com a personagem. Amei a ideia nesse filme, deve dar a sensação da descoberta junto ao protagonista. Só de ter Meryl Streep já diz muito. Amo essa mulher. Enfim, a ideia do filme foi fantástica. Outra coisa da qual gostei no seu texto e me fez pensar foi a questão da existência. Se penso, logo existo e existir basta às máquinas, então viver está mais relacionado aos instintos, a gente se desapega dos instintos, esquece deles e acredita que está vivendo…muito interessante. Isso não dá pra viajar?! Preciso assistir, mas tem jogo agora…afff que vida atribulada. rsrsrs
    Adorei, nem vou prometer ver agora, mas entra na fila com certeza. O papi do meu filhote levou ele pelo fim de semana e estou aproveitando pra tentar organizar mais.
    Olha, consegui duas vezes na mesma semana!!! rsrsrs Juro que me organizo conterrânea.
    Bjoooooo 😀

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