Resenha crítica – filmes – Twinsters (documentário)

Ontem foi dia de me surpreender com mais uma das peripécias que a internet pode fazer com a vida das pessoas. Ontem assistir ao belíssimo documentário Twinsters que conta a história de duas irmãs coreanas e gêmeas, que foram separadas no nascimento e dadas para adoação para casais de países  diferentes.

Chung Ra Hee, foi adotada por um casal americano e batizada de Samantha Futerman. Atualmente Samantha vive em Los Angeles e é atriz, tendo participado de filmes como Memórias de uma gueixa. Já Kim Eun Hwa foi adotada por um casal francês e batizada de Anaïs Bordier. Atualmente Anaïs é uma estudante de moda que vive em Londres.

E você deve estar se perguntando: aonde entra a internet nisso? Pois bem, um dia, ao assistir vídeos no Youtube, um dos amigos de Anaïs é surpreendido ao ver uma garota exatamente igual a ela, Samantha. Depois de muito buscar na internet sobre a vida dessa nova garota, eles descobrem que as duas nasceram no mesmo dia, na mesma cidade e que ambas foram colocados para adoção pouco tempo depois. Anaïs e seus amigos começam então as tentativas de contactar Samantha por meio de suas redes sociais e descobrir qual a relação entre elas.

O documentário é lindo do começo ao fim. É emocionante ver o reencontro das duas assim como os depoimentos sobre como eram suas vidas até então. Anaïs, que foi criada como filha única, narra a sensação que sempre teve de não se sentir plena na companhia de ninguém. Mesmo sendo muito amada por seus pais e tios, tendo vários amigos, sempre sentiu um vazio sem aparente explicação. E hoje, com o surgimento de Samantha em sua vida, essa sensação desapareceu e deu lugar a um sentimento de pertencimento real ao mundo.

Destaque também para o fato de ambas terem personalidades completamente diferentes mas gostos e desgostos totalmente iguais: o ódio por cenoura, por exemplo rsrs.

Outro ponto que me despertou atenção é a quantidade de crianças coreanas que são dadas para adoação e o quanto esses bebes são “distribuídos” pelo mundo. Tudo isso decorrente de uma política social que limitava o número de filhos que um casal poderia ter na Coréia do Sul. Hoje, é notório o esforço governamental para que essas crianças, que apenas nasceram em solo coreano, possam vir a ter alguma identidade com seu verdadeiro país de origem. Os centros de adoção promovem encontros temporais como forma de dividir com esses adotados a sua verdadeira origem e história, através de documentos guardados pelo governo. Mas até que ponto esse “esforço” servirá de alguma coisa ou reparará os danos emocionais que muitas dessas pessoas, agora adultas, carregam até hoje…

Ótima pedida para se ver em família! Bem produzido, lindo, emocionante e ao mesmo tempo com várias passagens cômicas. Destaque também para os cenários, que se dividem em cenas gravadas nas belas cidades de Londres, Los Angeles, Busan e Seoul!

Ficha Técnica – Twinsters:
Duração: 81 minutos
Lançamento: Março de 2015
Distribuidora: Netflix
Direção: Samantha Futerman / Ryan Miyamoto
Roteiro: Samantha Futerman

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5 comentários em “Resenha crítica – filmes – Twinsters (documentário)

  1. Comentando antes mesmo de assistir aqui.Oi Paulinha! Eu sei, sou horrível. Sumi e ainda estou sumida, mas me perco nos blogs, o problema é que só estou podendo pegar no note, basicamente, depois das 23h. Quando vejo, dormi em cima do note e não fiz nada.
    Vou comentar antes de ver, porque aconteceu algo parecido comigo.
    Nas idas eras do Orkut, havia uma comunidade chamada “Meu pai tem filhos pelo mundo.” rsrs Como meu pai tem filhos pelo mundo, entrei na comunidade. Tinha que colocar alguns detalhes, tipo nome do pai e avós, essas coisas. Coloquei e esqueci. Não seu uma semana uma moça entra em contato comigo e pergunta sobre a comunidade dizendo haver coincidências entre os nomes lá. Veja bem, eram exatamente os mesmos, isso faz uns 8 anos.Era minha irmã e pra melhorar, são três. 😀
    Então, graças a internet, descobri que tenho uma família, que embora um pouquinho longe, DF, é minha. Muito doido né? Nos falamos quase sempre, quando eu não sumo né. rsrs Eu sou terrível assim, mas elas me entendem.
    Voltei. 😀 e com informações bombásticas!!! Hahaha
    Bjooooooooo ❤ ❤ ❤

    1. Eita! Informações bombásticas mesmo! Hahahahahaha! Gente, que coisa interessante! Primeiro, amei o nome da comunidade. Bem sugestivo mesmo, rsrs. Segundo, toda essa revelação! Bom, eu moro em Brasília, será que eu conheço a sua irmã?! Ai a sua história poderia ser mais que um documentário, seria uma série já rsrsrs.
      Mas tente assistir o documentário, é encantador, e com certeza você irá se identificar em várias passagens da trama!
      Eu também estava sumida, estava de férias.. mas essa semana vou botar a vida em dia e voltar a escrever por aqui!

      beijoooos

      1. Olha o desencontro aí! rsrs Verdade, você é de Brasilia, assim como eu. 😀 Mas fui criada no Rio, realmente não não gosto muito do DF, mas quem sabe um dia eu não volto? Quanto as minhas irmãs…seria muita coincidência se você as conhecesse. Posso te explicar melhor por e-mail, mas vou dar o nome de uma aqui, ok? Sâmia é a mais velha das três. É uma história muito doida até pra mim. São lindas e acho que nem imaginam o quanto gosto delas. Rsrsrs acho que poderia dar uma série mesmo.
        Ainda estou bem enrolada por aqui, então sumo e apareço. Espero me organizar em breve.
        Bjoooooo 😉

      2. Não se preocupe… apesar de ter nascido e viver aqui no DF, não morro nem um pouco de amores por aqui. Continuo a viver aqui por vários fatores… mas super te entendo rsrsrs.
        Olha só, eu conheço uma Sâmia! Mas ela se mudou para SP há uns 03 anos, mais ou menos… talvez não seja a mesma!
        Também estou precisando me organizar, jajá vou responder o seu outro comentário! beijooos

      3. Tranquilo, sem pressa. Sou a ultima pessoa aqui a falar em pressa. rsrsrs
        Engraçado, achei que todo mundo que se criou em Brasília, gostava daí, que eu não gostava por ter sido criada no Rio. Mas parece que tenho razão então. rsrs
        Nah, apesar de ser um nome diferente, a Sâmia ainda está em Brasília. Ia ser muito doido se você conhecesse ela hein?! Vamos nos organizando aos poucos flor, devagar a gente chega lá.
        Bjoooo 😉

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