Das melodias que embalam os corações e curam as tristezas

Engraçado como toda história de amor tem a sua própria canção. Sejam os breves romances carnavalescos, ou aqueles que duram uma vida inteira, ela estará sempre presente, embalando as mais intensas e ininterruptas batidas de amor. Gosto desse mágico poder que a música tem sobre os relacionamentos: sempre existe a música que embalou a primeira dança, o primeiro beijo, e até mesmo a primeira briga rsrs.

Após a celebração do casamento, ocorre a primeira valsa, que marca o inicio de um novo momento na vida do casal, o nascimento de uma nova família. Mas o problema maior, acredito eu, é quando a relação chega ao fim. Aquela linda música que embalou tantos momentos bons e sonhos conjuntos, vira a pior das lembranças. Uma vez vi um marmanjo chorando em meio a uma festa por conta de “Primavera” do ilustre Tim Maia… e cercando ele, várias mulheres desconhecidas que tentavam o consolar dizendo frases de apoio do tipo “ela não te merecia“, “você vai superar“, todas a com visível intensão de acalentar aquele coração recém abandonado.

Gosto também dos casais que começaram o enlace, durante um inofensivo forró pé-de-serra…. Posso até citar alguns (ex) casais famosos que começaram assim, como Paulinho Vilhena e Thayla Ayla, Grazi Massafera e Cauã… Fora aqueles que embalados pela marchinha de carnaval, ganharam para sempre o amor do pierrot ou da colombina.

Cientistas já concluíram que a influência da música pode ser um evento casual, que surge de sua capacidade de mobilizar sistemas do cérebro que foram constituídos com outros objetivos – como dar conta da linguagem, da emoção e do movimento. Em seu livro Como a mente funciona (Companhia das Letras, 1998), o psicólogo Steven Pinker, da Universidade Harvard, compara a música a uma “guloseima auditiva”, feita para “pinicar” áreas cerebrais envolvidas em funções importantes. Mas, como resultado desse acaso, os sons harmoniosos oferecem um novo sistema de comunicação, com base mais em percepções sutis que em significados.

Evidências também indicam que a música faz aflorar respostas previsíveis em pessoas de culturas diversas, com capacidades intelectuais e sensoriais variadas. Até mesmo recém-nascidos e adultos com cognição prejudicada apreciam a musicalidade. “A música parece ser a forma mais direta de comunicação emocional, uma parte importante da vida humana, como a linguagem e os gestos”, afirma o neurologista Oliver Sacks, da Universidade Colúmbia, autor de Alucinações musicais – Relatos sobre a música e o cérebro (Companhia das Letras, 2007) e Musicofilia (Relógio D’água, 2008). Tais comunicações fornecem um meio para as pessoas se conectar emocionalmente e, assim, reforçar os vínculos que são a base da formação das sociedades humanas – o que certamente favorece a sobrevivência. Ritmos podem facilitar interações sociais, como marchar ou dançar juntos, solidificando relações. Além disso, os tons nos afetam individualmente manipulando nosso humor e, até mesmo, a psicologia humana de forma mais efetiva do que palavras – para excitar, energizar, acalmar ou promover a boa forma física.

Além disso, a música pode acalmar, reduzindo os níveis do hormônio do estresse, o cortisol, na corrente sanguínea, baixando as taxas cardíacas e respiratórias e aliviando a dor. Um exemplo clássico de redução de ansiedade: uma mãe acalentando seu bebê com uma canção. Estudos clínicos também revelam que a música é uma poderosa ferramenta para relaxar os pacientes que sofrerão uma cirurgia, ajuda a controlar a dores e a amenizar a agitação de crianças e pessoas com demência.

E para vocês? Quais músicas já embalaram seus corações ou suas emoções? Eu não tenho apenas uma música que marcou minha vida amorosa, mas creio que um artista: Nando Reis. Ele consegue “me fornecer” músicas que fazem o coração doer, sorrir e refletir por tudo e por todos que ele já sofreu… rsrsrs.


Pesquisa bibliográfica : Os Encantos da Música

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12 comentários em “Das melodias que embalam os corações e curam as tristezas

  1. Eu já chorei muito escutando Because of You, From this Moment on, Underneath Your Clothes, Il Tuo Nome In Maiuscolo, Incancellabile, Ahora Tu, Careless Whisper, My immortal, Lato Destro del Cuore… Mas uma música que mexe muito, muito comigo é Troppo Tempo, da Laura Pausini, que me inspirou a escrever minha cena favorita da personagem mais querida e complexa que já criei em meus trabalhos ficcionais. OK, confesso, música mexe MUITO comigo no geral e tenho listadas aquelas que mais me comovem para escrever o quero escrever em determinado momento… Enfim, não vivo sem música!

    Beijos!!

    1. Essa música da Laura Pausini é realmente fantástica… como diria um amigo meu “dói no fígado” rsrsrs. Acho que as músicas italianas de um modo geral, cheias de amor e verdades ocultas…
      Obrigada pelas músicas citadas! Vou ouvir aquelas que ainda não conheço! Beijooos

      1. Particularmente considero a música mais intensa que a Laura já gravou e olha que ela já gravou um caminhão de músicas intensas… Elisa Toffoli e Tiziano Ferro são outros dois grandes exemplos de como a música italiana toca fundo…
        Espero que goste das músicas!
        Beijos!

  2. Nossa já foram tantas músicas que me fizeram chorar, mas a que ouvi a pouco tempo( apesar de ser velha) e que me fez chorar muito foi lullaby do nickelback!
    Flor eu te indiquei para o prêmio Dardos se quiser saber mais a respeito, amanhã dia 06-01-2016 saiu um post la no meu blog explicando tudo certinho, espero que goste! Beijos ><
    http://www.emtudodesign.com

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