Somos escravos das nossas próprias regras

Temos a mania de querer rotular e definir a tudo e a todos, inclusive nossos próprios comportamentos. Policiamos que tipo de roupa devemos separar para usar em casa ou para sair, qual o melhor dia para fazermos as unhas e até o melhor horário para ligarmos para alguém que nos dá saudades. Vivemos criando as nossas próprias regras com a finalidade de otimizarmos nosso tempo, mas às vezes, de tantas diretrizes estabelecidas acabamos nos perdendo ou deixando de fazer o que no fundo desejávamos.

Tantas vezes me peguei querendo fazer determinada atividade física em um tempinho livre no meio do dia, mas desisti só de pensar que teria que lavar e secar o cabelo novamente, porque não me permito sair com ele molhado. Absurdo né?! Lembro de uma vez, um amigo comentando que era muito estranho o que o hábito fazia com nossos corpos. Ele comentou sobre a irmã dele que dormia de sutiã, por se sentir incomodada do atrito do pijama com os próprios seios. Ele achava muito estranho, algúem se desacostumar com seu próprio corpo, mas mal sabe ele que eu conheço inúmeras mulheres que repetem o mesmo hábito noturno.

Diante de um mundo tão regrado e de tantas diretrizes para sermos politicamente corretos, acho que tudo está ficando bem artificial e chato. Vejo colegas de trabalho que não se permitem almoçar fora, pelo menos uma vez na semana, só para não ter que tirar o carro da vaga ou não ficar 20 minutinhos a mais para compensar o atraso do almoço. Ou não usam seus tempos livre para conversar com os filhos, para não perder o Jornal Nacional. Vejo também pessoas que se dedicam a ir aos finais de semana visitar asilos mas que não conseguem tempo para visitar seus próprios pais. São tantas atitudes estranhas que às vezes me pergunto aonde vamos parar com tantas regras que nos auto-boicotam.

Assim, tudo o que sugiro a vocês (e mim mesma) e procurar burlar determinadas regras e viver os pequenos momentos diários.

Temos que nos permitir conhecer um novo lugar para almoçar durante a semana, usar uma roupa bonita em casa, vê com outros olhos aquele gênero de filme que tanto criticamos (sem ao menos conhecer direito) e porque não, usar sapatilhas para ir um show, em vez de saltos que não permitem dançar por mais tempo?!

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