Amor: sorte ou escolha?

Nesse final de semana comecei a assistir três vezes o mesmo filme, até consegui de fato terminá-lo. Era um filme que tinha tudo para empolgar, surpreender, marcar, mas a química entre a gente não rolou. Mas, nos minutinhos finais, a linda da protagonista me surpreendeu com uma frase, dirigida a seu melhor amigo que tanto buscava o amor e nunca o encontrava: “Talvez o amor não seja o raio devastador, que tanto esperamos que nos atinja… Talvez ele seja apenas uma escolha, que depende apenas de nós”. Achei lindo, achei verdadeiro, achei direto!

Sempre que pensamos em um amor para a vida, pensamos em algo extraordinário que irá nos acontecer, e que na primeira cruzada de olhares irá se revelar. Também fantasiamos que não será em qualquer lugar. Terá que ser em um lugar mágico, que voltaremos de tempos em tempos, recontando aquela linda história de amor aos nossos filhos e depois aos nossos netos. Não pensamos que talvez o amor aconteça em um dia como o de hoje. Um dia normal, sem grandes acontecimentos programados ou lugares mágicos visitados. Ou quem sabe, ele já está acontecendo e nem percebemos, por não nos permitir que aquela pessoa que está ali, tão perto da gente, seja de fato o amor que tanto aguardamos.

Temos dificuldades em aceitar que talvez a vida não seja sempre surpreendente e que a felicidade não precisa ter hora marcada. No caso do filme, esse “amigo” vivia criando mentalmente as mais lindas relações amorosas. Seus relacionamentos eram perfeitos e duradouros, mas nunca saiam da sua imaginação. No fundo, ele não queria gastar suas fantasias as colocando em prática com alguém que não fosse “a” pessoa. Ele queria de fato saber quem seria o “escolhido” e assim, deixava de viver o hoje, pensando em uma felicidade cada vez mais utópica.

Acredito que os grandes amores possam sim nascer de grandes amizades. Ou até mesmo de um curto encontro diário, com aquela pessoa, todos os dias dentro do elevador da firma. Talvez, ele seja o seu vizinho e você nem saiba. Talvez vocês tenham estudado nos mesmos colégios, tenham os mesmos amigos, mas nenhum percebeu ao outro ainda. Temos que nos permitir perceber o mundo a nossa volta. Porque talvez, o tal do raio nunca caia e assim, você deixou tantas escolhas legais passarem desapercebidas….


Para quem tiver interesse no filme citado acima é o ” Amor e outros desastres” ( love and other disastres):

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12 comentários em “Amor: sorte ou escolha?

    1. Confesso que achei o filme bem mais ou menos… hahahaha… mas vale a pena assistir. Eu adoro a Brittany Murphy então qualquer filme com ela eu vejo! Tem passagens hilárias no filme, mas acho que poderiam ter sido melhor abordadas. Ele está como destaque no Netflix, caso você não queira ver online =)

  1. Eu sinceramente acho essas coisas tão tristes sabe; não quero pensar nelas, apesar das coisas que escrevo, não tem relação com algo que eu queira real ou não; acho que essas coisas na vida real acontecem quando queremos e uma hora acaba dando certo.

    1. É verdade… se a gente parar para pensar muito e racionalizar demais, acaba que não chegamos a lugar alguem.. e pior, as vezes não encontramos nem a razão de toda essa luta. Mas temos que continuar, não é mesmo?!
      Obrigada pelo seu comentário aqui! Beijos =)

  2. Acho que pode ser a sorte de saber escolher. No final são sempre as escolhas que fazemos que irão determinar o resto. Saber escolher nem sempre é possível, muitas dúvidas e opções. Quantas vezes pedi a Deus por uma resposta? E acho que no fim é isso, ter a sorte de fazer a escolha certa, porque muitas vezes a experiência não ajuda muito. Um dos amores mais lindos é aquele que te pega sem você perceber, eu acho assim. Quando vê, está amando. Mas eu, particularmente, não faço diferença entre amor romântico e fraternal, não quando falo de Amor puro. Amor é amor e ponto. Não espero raios e nem tempestades, isso é mais paixão. Como perdemos oportunidades olhando as paixões e nem percebendo o amor!
    Achei lindo seu texto.
    Bjooo linda 😀

  3. Me identifiquei tanto com esse texto… Eu tenho muita dificuldade em me permitir relacionar com os homens que descubro me interessarem romanticamente, pois sempre acabo por considerá-los “errados” por causa de alguma miudeza boba, porque para isso sou tímida, porque eles em geral são tímidos… E acaba qque nenhum de nós diz nada e talvez estejamos deixando de viver uma relação que seria incrível para ambos apenas porque tememos que não dê certo ou sei lá o que mais pode pensar nosso inconsciente.

    Beijos.

    1. Eu tinha essa questão da timidez também… hoje já estou bem mais “dada” rsrsrsrs. Mas é complicado mesmo! E como vc bem colocou, às vezes eu descobria depois de muitos anos que, aquele amigo q eu tinha uma quedinha, também gostava de mim, mas como os dois eram tímidos, nenhum dos dois nunca ficou sabendo rsrsrs.

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