Top 10 dicas pra apimentar a relação

O artigo de hoje foi escrito por Nana Pauvolih, escritora erótica carioca, para a revista Glamour Brasil. Achei muito interessante por se tratar de dicas plausíveis, ao contrário de muita literatura que lemos por ai. Para quem quiser acessar a publicação original, basta clicar aqui.


A famosa crise dos sete anos chegou no meu relacionamento com Marcus. Começamos a sentir o desgaste da relação. Isso passou a nos incomodar. Foi aí que li em uma revista  uma matéria sobre aquecer um casamento capenga. De alguma forma, mexeu com algo dentro de mim, me fez ver a que ponto tínhamos chegado.

A partir dali, eu mudei. Escolhi pra mim dez palavras-chave, que fariam parte de um mantra, até se tornarem íntimas de nós dois. Não era questão de artificialidade, nem de forçar uma situação. Era apenas uma tentativa de voltar a ser feliz. Comprei alguns romances eróticos de uma autora que todo mundo comentava no momento. Um dia, usei a primeira palavra chave para apimentar minha relação:

1. Fantasie

Marcus chegou do trabalho e eu o esperava linda, com uma roupa decotada. Jantamos juntos, entre provocações, olhares, sorrisos. E então, fomos para o sofá. Mostrei-lhe o livro que estava lendo e abri em uma cena altamente sexy, que já havia deixado marcada. Li em voz alta para ele, passando suavemente a mão em sua perna, abrindo sua bermuda, deslizando as unhas em sua pele, não deixando de tocá-lo enquanto descrevia cada cena erótica:
Quando fechei o livro, fui para mais perto e sussurrei perto de seu ouvido:
– O que acha de repetirmos essa cena?
Não chegamos nem a ir para a cama. Ali mesmo nos beijaram, acariciamos, despimos e tivemos uma das melhores transas da nossa vida. Passei a marcar aquelas páginas, a ler para ele, a parar somente para fazer o que o livro descrevia.
Consequentemente, comecei a colocar em ação as outras palavras:

2. Cuide

De mim mesma. Não apenas por estética, mas também por saúde. Comer melhor, parar de usar a comida como fuga e desculpa, ter uma pele bem tratada, um cabelo bonito, unhas feitas, roupas que valorizavam minhas formas. Eu agora me achava mais bonita e isso me tornava mais segura, mais corajosa pra arriscar.
Um dia, quando Marcus veio mais irritado do trabalho, encontrou-me sentada na sala de pernas cruzadas e nua, cabelos escovados, batom vermelho, apenas um avental micro cobrindo meu corpo. Ergui-me e disse que prepararia uma comida gostosa. Rapidamente a irritação dele virou tesão e me seguiu enlouquecido, encostando-me no balcão da cozinha, acariciando meus seios, adorando sentir aquela pele macia e cheirosa, toda para ele.

3. Arrisque

Comecei a rever meus valores na cama. Por que nós, mulheres, éramos tão contidas ainda? Eu, por exemplo, achava sexo anal um tabu. Nunca fiz com ninguém, embora Marcus tivesse me pedido mais de uma vez. E então, mesmo ainda sem saber se seria bom, resolvi tentar. Arriscar. Se eu não gostasse, o mandaria parar. Se gostasse, melhor para mim. Uma noite de sábado, depois de chegarmos de uma noitada, um pouco alegres com vinho, acabamos na cama. E lá sussurrei no ouvido dele:
– O que acha de pegar na gavetinha aí, o lubrificante que comprei?
– Para quê? Não está excitada?
– Para você me preparar. E me comer por trás. Onde sempre quis.
Marcus não acreditou. Nunca o vi tão feliz e tão tarado.
Beijou-me toda, chupou-me, lambeu-me naquele orifício que, até então, havia sido um lugar secreto para ele. E quando por fim me penetrou ali, mordendo minha nuca, masturbando-me, dizendo o quanto me amava e eu era linda, eu senti um prazer escaldante, diferente de tudo que já havia experimentado na vida.
Desde o início soube que podia confiar nele. Por isso me dei. E agora, a satisfeita era eu. Mesmo quando ficou mais bruto e pornográfico, eu gozei muito. E o amei mais.

4. Converse

Nada de falar só de trabalho, família, problema. Conversávamos sobre tudo que quiséssemos. Nós dois, nossos sonhos e desejos, nossos sentimentos, lembrando coisas que fizemos juntos, planejando o que ainda faríamos. Assim, criávamos laços e intimidades fora da cama. Nos abríamos um com o outro. Confiávamos.
E não era só isso. Eu ligava para ele em horários pouco convencionais e contava como estava depilada e molhadinha esperando por ele. Ou como tinha comprado um vibrador novo e o usava naquele momento, sentindo falta dele. Quando chegava em casa, ansioso para me ver, eu contava tudinho que havia feito em seu ouvido. Era certo deixá-lo louco de vontade para participar.

5. Experimente

Experimentar coisas novas. Tanto no dia a dia quanto sexualmente. Não ficarmos grudados o tempo todo, pois isso também podia cansar. Comecei a experimentar um novo curso de algo que eu gostava ou simplesmente tirar uma noite para sair com as amigas e deixar que saísse com os amigos dele. Naquelas noites, eu me produzia, ficava bonita e cheirosa, deixava-o um pouco ciumento, me desejando ao seu lado, um pouco inseguro. Quando eu voltava, estava ansioso para me ver, para despir minha roupa, para murmurar que me amava e tinha sentido saudades.
Experimentava também novas sensações. Como tomar uma xícara de chá de hortelã quentinha antes de chupá-lo, passando da boca para seu pau o calor que ali ficava. Ou então deixar uma pedrinha de gelo na boca até ficar bem fria, para que ele sentisse na carne até esquentar. Usar a imaginação. Abrir-se para novidades.

6. Olhe

Olhar e ver. Reparar quando precisava de um carinho e fazer com que fosse reparada e olhada também. Quanto mais eu prestava atenção nele, mais eu sabia seus desejos e necessidades e mais ele olhava para mim. Gostava de falar para ele tudo que eu reparava, como:
– Você está tão sexy com essa cueca. – E a tirava com os dentes, masturbando-o enquanto lambia seu umbigo e sussurrava o quanto adorava seu cheiro e seu gosto.
Era difícil ele pensar em outro coisa. Ou olhar para outro lugar. E o bom era que se tornava muito mais tarado comigo.

7. Ordene

8. Peça

Descobri o prazer de dominar e ser dominada. Criei com ele a brincadeirinha do “MANDE E OBEDEÇA”. Escolhíamos um dia em que Marcus era o dominante na cama. Ele poderia me mandar fazer o que quisesse e eu obedeceria. Por vezes fui colocada em meu limite, como quando trouxe brinquedinhos para casa e me penetrou com eles e com seu pau, até me deixar exausta, suada na cama. Mas da próxima vez, era eu quem ordenava. Às vezes passava dias só imaginando o que meu marido faria comigo ou eu com ele. Adorava amarrá-lo e vendá-lo, assim obrigando-o a me chupar toda, enquanto eu gozava forte em sua boca, ajoelhada em volta de seu rosto, como se fosse uma rainha e ele meu escravo, pronto para me agradar.

9. Imagine

O maior causador de nosso desejo era a mente. Descobri o quanto podia ser delicioso usar a imaginação a nosso favor. Como quando ele estava sobre mim, me penetrando gostoso, gemendo, e eu murmurava em seu ouvido:
– Gosta da sua putinha? Daquela que pegou na rua e trouxe aqui para comer?
– Adoro essa putinha.
E aí dizia sacanagens e entrávamos na fantasia de que eu era apenas uma prostituta e ele me comeria como uma qualquer e depois me dispensaria. Ou então, usava o vibrador em mim e dizia coisas como se estivesse me dividindo com outro homem. Valia tudo pra gente. Era nossa mente deixando nosso corpo falar.

10. Ame

Nenhuma dica seria o suficiente se eu não gostasse de Marcus e ele de mim. Podíamos fazer de tudo, mas enquanto houvesse amor, dele brotaria desejo, respeito, felicidade, vontade de melhorar mais e mais.
Foi isso que descobrimos. Que o amor tinha várias facetas e que às vezes, quando pensávamos que ele havia acabado, estava apenas lá quietinho, escondido, precisando de atenção. Eu o fiz renascer. Bastou uma coisa: querer. E também, dez dicas básicas que incorporei à minha vida.

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