Namoro à distância: encarar ou não?

Das categorias de namoro que se possa existir, o namoro à distância é quase que o “pária” da sociedade. A maioria das pessoas não acredita na sua existência e os poucos que acreditam ainda o condenam dizendo que nunca irá para frente. Eu posso enumerar alguns casos bem sucedidos, inclusive de namoros a distância em que cada uma das partes estava em continentes diferentes e que acabou em casamentos existentes até hoje. Não sou uma experiente no assunto mas também não acho que me enquadre como uma amadora. Tive dois relacionamentos a distância bem intensos, na qual aprendi coisas que levo comigo até hoje mas que por outros motivos ( e não a distância) não vingaram. Assim, julgo que me enquadro no grupinho pequeno daqueles que acreditam sim que o amor pode superar os limites territoriais ( rsrsrs).

Como todo relacionamento há muitas vantagens, como desvantagens. Sim, existe vantagens em um relacionamento assim (rsrsrs). Uma delas é a ótima oportunidade de você conhecer pessoas completamente diferentes do seu ciclo habitual de amigos. Fiz amizades que sobrevivem até hoje, apesar de não ter mais vínculos com os “falecidos”. Conheci cidades a fundo e não apenas como uma passageira. O tempo em que estávamos juntos era completamente dedicado um ao outro, então não existia aquela obrigação de “tenho que ver fulano porque é final de semana”. Como o tempo era escasso, não tinha abertura para briguinhas bobas de conflitos provenientes da rotina. Era diversão que só. Da mesma forma que tudo é muito intenso, não há tempo para joguinhos. Ou dá certo ou não dá. Você vive uma semana como se fosse uns três meses de um relacionamento tradicional.

Mas também, era impossível o elemento surpresa. Não existia aquela visita inesperada, ou aquele “socorro” em alguma situação do dia-a-dia que você precisasse dele ( tipo, um pneu furado ou aquele aniversário que você tem que ir mas não conhece ninguém). Além disso os custos são altíssimos, porque você não gasta apenas com shows, mas com avião, com táxi e outras coisinhas a mais relacionadas a uma vida de ponte-aérea.

Além disso, há todo um preparo emocional e psíquico que ambas as partes precisam ter. É inevitável o pensamento de que “o que será que fulano está fazendo” ou o pior dos pensamento: “com quem ele está”. Por isso, além de uma auto-confiança absurda é preciso ter confiança de fato no outro ( e não da boca pra fora, como normalmente ocorre), se não a vida de vocês virará um inferno. É preciso ter disposição para estar sempre com o celular ou o computador por perto, porque estes serão seus aliados e principais meios de comunicação. Também é necessário ter dentro de si que você embarcou nessa relação pouco convencional porque realmente vale a pena. Dizer que namora a distância e levar uma vida de solteiro em sua cidade é além de anti-ético, uma coisa patética. Tenho amigas que fazem esse papel há anos. A cada viagem arrumam um “novo namorado” e continuam vivendo uma vida insana aqui, sempre com a desculpa que o outro está longe então não tem problemas. Para mim, o respeito se faz presente em todos os momentos e não apenas na presença do outro. Assumir um tipo de relação assim exige uma maturidade que infelizmente poucos estão preparados.

Vocês devem se perguntar então o porque acabou né? Bom, no primeiro caso foi ele que acabou sem me dizer nenhum motivo mas uma semana depois estava com outra ( rsrsrs) e ele jura até hoje que conheceu um dia após acabar comigo ( aham, que a gente acredita nesse milagre dos santos do amor). O segundo relacionamento, fui eu quem coloquei um ponto final pela necessidade de fechar ciclos mal resolvidos. Precisava ficar sozinha e decidir o que eu realmente queria. Não é fácil você terminar com alguém que você gosta muito, no auge do romance, mas há momentos que é necessário fazer um balanço interno antes de mergulhar de fato em uma relação séria.

E vocês, já viveram um romance a distância ou acham isso uma completa loucura?

Para ilustrar o tema de hoje, esse delicioso filme ( ainda pendente de resenha!): Amor à distância:


Créditos da foto: Camila Resta ( http://www.camilaresta.com)

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15 comentários em “Namoro à distância: encarar ou não?

  1. Adorei o post! Realmente quase ninguém acredita que um namoro posso sobreviver a grandes distâncias, mas eu sou prova de que isso é mentira! Namoro há 5 anos e 4 deles estamos ‘há distância’ e tudo dá super certo para nós! Beijos!

  2. n cheguei a ler ainda, mas lerei, por conseguinte ja digo minha opinião… não mesmo! Só compensaria um namoro assim se o “tempo” dessa “distancia” fosse extremamente curto. Caso contrário é perca de tempo. Depois de ler o texto dou outra opinião.

  3. O namoro à distância tem lá seus méritos e deméritos… Mas não aconselho a nenhum jovem a se arriscar nessa “furada”! Pois a convivência é que nos dá a possibilidade de conhecer melhor a outra pessoa, principalmente se temos a intensão de levá-la para a nossa vida a dois!
    Como diz Roberto Carlos, detalhes tão pequenos de nós dois… Risos.

  4. Oi!
    Atualmente eu estou em um relacionamento a distância e preciso dizer que é um dos relacionamentos mais tranquilos que eu já tive e eu me sinto muito feliz. Não posso negar que namorar a distância tem um monte de pontos negativos – mas os “presenciais” também, não?! rs – mas também tem um monte de pontos positivos que faz tudo valer a pena. Claro que isso tudo é para mim, cada pessoa tem um ponto de vista diferente, rs.

    Eu escrevi no meu blog sobre namorar a distância ( https://planningmynomadiclife.wordpress.com/2015/11/01/sobre-namorar-a-distancia/) dá uma conferida se quiser depois.

    Um beijo!

    1. Ameeeei o seu texto, Camila! Exatamente isso! Também acredito que muito das coisas que nos acontece é o destino mostrando quem realmente manda na parada hahaha. Eu também mordi a lingua, nas minhas duas experiências e não me arrependi em nenhuma delas. E quero ver mais textos seus sobre o tema, hein! Tá escrito lá e vou cobrar rsrsrs. beijooos

  5. Se me perguntasse a um ano, te diria que é complicado…ainda acho, mas vejo de outra forma. Conheço pessoas que se relacionaram a distância e hoje estão casados e não são poucos, mas sempre havia uma viagem aqui e outra ali. Como vou responder uma Tag sobre isso, não quero ser repetitiva, mas posso dizer que tive um, mas não foi romântico, foi amizade. Parece comum, mas pra mim não é, nunca havia feito amizades a distância e uma coisa que você falou é verdade, entre muitas:”uma semana parecem três meses.” Achei que só eu tinha tido essa impressão, mas pelo visto é comum. As vezes sentia receio em contar aos meus amigos físicos sobre essa amizade, pois não é muito comum entre eles também. Inclusive causou um problemão com um deles. Ciúmes, mas aí é outra história. Porém, foi o que fechou a tampa da amizade, que já estava indo pro buraco e eu nem vi. Essa coisa de intensidade, acho que desgasta mais rápido também. Era um grande cara, uma das melhores pessoas que conheci, extremamente carismático, atrai as pessoas como moscas, mas tinha suas idiossincrasias (assim como eu) e alguma paranoia(na verdade muita e com razão). No começo, não entendi muito bem, mas chegou um momento em que resolveu acabar com todas as amizades (incluindo o namoro que também era a distância), ou foi o que ele disse, mas não foi o que fez. Apenas trocou os que sabiam mais, os mais próximos por outros, até então, desconhecidos, que sabiam menos. E assim ele vai indo. Espero que ele se encontre um dia, ele realmente merece ser feliz. O que acho estranho nisso de distância é que justamente a distância parece aproximar, de forma diferente. É meio como estar na cabeça da pessoa, ao menos era assim com ele. Graças a ele, decidi, finalmente fazer outra faculdade: Psicologia, só está dependendo de pra onde vou me mudar. Agora sei algumas coisas que são boas em manter e outras que é melhor evitar e estou indo muito bem, obrigada. rs Enfim, acredito que exista e possa dar certo, mas tem que haver muito empenho e franqueza. Tem que querer muito e se não pode confiar em ninguém, não deve nem começar. Se é namoro, não interessa a distância, tem que respeitar igual. Me deu o que escrever hein! rsrs Acho que vou copiar e colar isso na Tag. Aliás, vou te mandar uma logo logo. rsrs Beijoooo e excelente fim de semana. 😀 ❤

    1. Muito bem observado esse ponto do “parece que estamos na cabeça da pessoa”. E é verdade! Acho que por conta da distância física, e sem o contato visual e de tato com a pessoa, somos meio que obrigados a conhecer o que de fato a pessoa pensa da vida. É uma coisa mais mental que física. E assim, por conta desse “aprendizado” de idéias, a coisa se torna mais intensa né…. Pelo menos, acho que é bem por ai mesmo.
      Mas temos que fugir de transformar isso em hábito, como seu amigo. Eu também conheci um cara assim, uma vez. Um cara carismático, muito inteligente e de muitas vivencias, intenso mas só namorava a distância. Depois fui perceber que ele cansava da pessoa, quando ela estava ao alcance dele. Os namoros “de perto” não duravam nem três meses, enquanto os à distância duravam anos! Tudo aquilo era muito surreal para mim! rsrsrs

      1. Exatamente como esse meu amigo.Também acho surreal, mas sempre tive receio de falar disso com alguém, pois é muito estranho. Acho que é uma desses tantos distúrbios que existem por aí. Não acho que ele se cansava exatamente, acho que quando percebe que já conheceram o suficiente, ele foge. Não aceita ajuda e passa uma autossuficiência tão grande, que engana a alguns, mas não a todos.Foi tanta informação de uma vez, que resolvi retomar meu antigo projeto de outra faculdade. Pelo que você disse, acho que é bem mais comum que parece . Que bom que você me entendeu sem que eu pareça maluca, acho que só quem passou por isso pode entender.rsrs Beijo. 😀

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