Resenha crítica – filmes – Virando a página ( The Rewrite)

Sou super suspeita em falar de qualquer filme protagonizado por Hugh Grant. Gosto da cara de eterno tédio existencial dele, das ironias e da forma entediante que encara a todos. Todos os filmes dele, ele parece representar o mesmo personagem e acho que por isso sempre me encanto. Esse filme me chamou atenção pela parceria dele com Marisa Tomei, que achei bem inusitado e surpreendente. Olhem o trailler:

Virando a página me ganhou nos primeiros minutos, quando o protagonista, Keith Michaels (Hugh Grant), um decadente ex-roterista de sucesso, se vê sem dinheiro e sem saída e decidi aceitar o emprego de professor universitário em uma cidade pacata e sem expressão, há mais de 2 mil quilometros de Los Angeles. As primeiras cenas aparece ele pesquisando no google sobre a cidade e montando mentalmente um trailler de filme sobre as curiosidades e atrações da cidade, tais como: a terceira cidade que mais chove nos EUA, a que possui o mais antigo carrossel público, dentre outras. A cena dele chegando a nova cidade, passando lentamente de carro pelas casas da pacata cidade e fazendo a comparação entre a vida em LA e ali, já prenderam minha atenção.

Keith, teve apenas um filme de sucesso, o qual ganhou um Oscar e desde então tenta, sem sucesso, emplacar outros longas. Mas não adianta, todos só o reconhecem pelo seu único filme. Porém, com o novo emprego na cidadezinha, ele deixa de ser mais um roteirista fracasso de LA, para ser o grande cineastra que agora ensina na Universidade da cidade, apesar de não esconder o seu desprezo pela profissão de professor.

Durante o curso, ele aprende a lidar com a sua fama, com a falta de prática no ensino e com a atração pela alunas novinhas. Mas a que mais chama sua atenção é Holly Carpenter (Marisa Tomei), uma mãe solteira que, além de estudante de psicologia, trabalha na livraria do campus e no restaurante mais chic da cidade. Como ele bem a defini, ela é uma verdadeira máquina de otimismo que vai de encontro a todo o mau humor e acidez de Keith.

A frase frase marcante e que é a base do filme foi : “Agradeço ao meu fracasso, se não fosse por ele, eu não jamais teria mudado minha vida”. Gente, que coisa fantástica! Por tantas vezes nos cobramos tanto porque algo não saiu como queríamos, nos sentimos limitados e até mesmo presos por nossos próprios padrões estabelecidos, que não nos permitimos o novo. A grande mensagem do filme é esta. É preciso se permitir para poder viver. E isso se mostra não apenas no protagonista que, se descobriu professor após anos amargurando a mal sucedida vida de roteirista, mas também na bailarina que por conta de uma contusão largou os holofotes mas se encontrou como mãe, na menina que não gostava de comédias românticas e descobriu que a vida pode ser mais leve sem ser clichê. Às vezes estabelecemos padrões tão rígidos de comportamento e simplesmente esquecemos que a vida é para ser gostosa e não dura e penarosa. Um ótimo salário não significa ser o melhor profissional, nem as melhores notas que você é um ótimo aprendiz, mas apenas que, seguir determinados padrões dão determinado retorno, mas não necessariamente chega-se ao objetivo de tudo que queremos na vida: ser feliz.

Achei o filme fantástico, gostoso, os temas foram abordados na medida certa e todo o elenco faz com que você se envolva na história e se sinta como assistindo a aula junto com os demais.

Para assistir online: http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-virando-a-pagina-dublado-online.html

Para baixar: http://www.filmesmegahd.net/assistir-virando-a-pagina-dublado-online-2015-gratis/

Também disponível no Netflix!


Curiosidades: Hugh Grant conta por que foi seduzido por Virando a Página:

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6 comentários em “Resenha crítica – filmes – Virando a página ( The Rewrite)

  1. Agora meu comentário. rsrs Ainda não assisti, mas pretendo. Adoro ele, e concordo com você, a personagem dele parece sempre ser a mesma e é isso que faz o charme. Ele é elegante, charmoso e engraçado. Nem vou comentar o sotaque que é um toque a mais. Valeu pela dica! Assim que organizar meu tempo, assistirei, É sempre bom quando é indicado né? Bjo 😉

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