Gerenciamento de qualidade: até que ponto vale abrir mão dos requisitos em prol da momentaniedade

Segundo o guia de conhecimento PMBOK, gerenciar a qualidade de um projeto é fazer com que um projeto se concretize atendendo as expectativas das partes interessadas, com os pré-requisitos planejados implementados e buscando a cada processo, uma melhoria contínua. Para se colocar em prática o gerenciamento, é necessário se fazer um planejamento de qualidade, ou seja, determinar o que você acha vital que o seu projeto tenha. Dentre as técnicas de planejamento, podemos destacar a grosso modo, três visões:

1) Análise do custo benefício – analisa se vale ou não a pena fazer determinados testes antes de implementar o projeto.

2) Benchmarking – compara práticas aplicadas em projetos semelhantes, por empresas concorrentes.

3) Custos da Qualidade – o quanto de recursos você gastará para conseguir cumprir seus requisitos de qualidade.

Todo mundo que trabalha com projetos organizacionais, sabe que, muitas vezes, é preciso abrir mão de determinados requisitos para que o projeto de fato se concretize. Porém, até que ponto vale a pena abrir mão e dar andamento ao projeto?!

Neste mês de Junho, presenciei o comportamento que certas pessoas adquiriram em redes sociais, no dia-a-dia e até no trabalho, na busca de conseguir uma companhia só para não ter que voltar para casa na fatídica data de doze de junho (dia dos namorados). Pessoas que saíram a pouco tempo de relacionamentos doentios e desgastados pelo fim do companheirismo mas que, num lapso de memória junina, recorreram a flashbacks só para ter o que dizer na manhã do dia treze, para os amigos e familiares.

Relacionamentos, assim como projetos, não podem ser implementados a curto prazo. Antes de sua implementação, é necessária uma fase de maturação, de recolhimento, para se analisar o que se aprendeu em experiências passadas, vê o que pode ser melhorado, o que deve ser corrigido, e até mesmo, o que deverá ser abortado. É o bom e velho ciclo de melhorias constantes. Após esse período de incubação é possível se determinar o que se quer e o que esperar do outro e de si mesmo. O importante é saber aonde se quer chegar, e não o caminho a ser percorrido. Abrir mão do que lhe faz bem, apenas para conseguir algo rápido e paliativo, não apenas gera um custo sentimental muito elevado, como nada acrescentará em sua história de vida.

Relações não podem ser racionalizadas, afinal, elas constituem o caminho para se chegar à realização a dois, mas o que se espera pode ser racionalizado e mensurado. Aplicar de forma rápida, as três visões de planejamento citadas acima, já me fizeram ver possibilidades, antes escondidas pela velocidade de mudança, que a sociedade nos impõem quando a questão é “seguir em frente”:

1) Análise do custo benefício – Até que ponto vale a pena ir a uma festa em que todos seus amigos vão, mas que tocará músicas que você não gosta, em um lugar que você não curte e ainda por cima com um preço abusivo de ingresso?! Se nem você gosta do ambiente, porque você insiste em acreditar que encontrará alguém simpático em um ambiente que não lhe é simpatizante?! Será que vale a pena testar algo que você vê que não tem futuro?!

2) Benchmarking – Seja na cidade do interior, seja na megalópole, nossos ciclos de amizade são sempre pequenos. Sempre existirá alguém em comum com a pessoa que você deseja prospectar. As experiências não são as mesmas, já que todos somos únicos, mas pequenos padrões sempre existem – aquela pessoa que sempre traiu a confiança dos amigos, sempre mentiu no trabalho e enganou a namorada para sair com os amigos, dificilmente mudará o caráter só porque se encantou com seus olhos… A análise de histórico gera uma economicidade da identificação das características mais gritantes da pessoa. Logo, partir pra uma análise mais profunda do cidadão, será bem mais fácil com um conhecimento prévio.

3) Custos da Qualidade – A busca pelo seu projeto ideal não será fácil e demandará além de tempo, investimento financeiro e acima de tudo, emocional. É aquela máxima do que vem fácil, vai fácil. Logo, realizações grandiosas, precisam de projetos grandiosos com orçamentos compatíveis com eles.

Então nada de se abalar com datas insignificantes como o doze de junho, nem com as perguntas insistentes de suas tias de quando será o casamento e muito menos seda as tentações dos prazeres temporários e fictícios. Abrir mão de requisitos, gera além de excessivos conflitos entre as partes, fará com que o resultado final não seja nada daquilo que foi projetado por você, e sim, um projeto sem dono, sem identidade e sem objetivo claro de existência

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