Entre sementes e expectativas

Ahhh o marketing…. A arte de transformar desejos em necessidades e fazer com que seu cliente goste tanto do seu produto que só queira saber dele, só queira gastar o seu rico dinheiro (e tempo) com ele e com mais ninguém!

E o relacionamento a dois ??? É a arte de administrar expectativas e frustrações, sensações e sentimentos, tudo junto e misturado sem para isso, deixar de trabalhar, comer, socializar com as amiguinhas…

Neste momento você deve estar se perguntando: o que marketing e relacionamento têm a ver um com o outro?! E eu lhe respondo, minha cara leitora: “ tu-do, baby!”.

Um dos grandes trunfos de uma bela estratégia de marketing é descobrir as expectativas do seu cliente (ou pelo menos tentar) e fazer com que elas estejam totalmente em equilíbrio com a percepção dele, ou seja, é fazer que, tudo aquilo que o consumidor esperou ter do seu produto antes de consumi-lo seja a mesma sensação após consumi-lo. Se a sensação pós-consumo for ainda melhor, ele provavelmente terá o imenso prazer de divulgar isso a todos (afinal, quem não gosta de se gabar porque fez um bom negócio), e terá mais e mais vontade de repetir essa sensação, e com o tempo nem vai mais querer saber de consumir outros produtos, apenas o seu e nada mais. Isso é comumente conhecido como “fidelização” e é o estágio de céu de brigadeiro de todo profissional de marketing que lida diretamente com o cliente, sonha. Porém cara leitora, se a percepção foi muito abaixo da expectativa, já era…. ele apenas não comprará mais seu produto, como ainda espalhará para todos que convivem com ele que o seu produto é uma titica e que não vale nem uma pipoca amassada.

Agora vamos pensar nessa perceptiva descrita, substituindo a relação de consumo pela relação a dois: após conhecer aquele primo interessante da sua amiga no barzinho, ( aquele alto, moreno, advogado, super bem empregado, que fala quatro idiomas, viajado, engraçado e ainda pratica remo todos os dias) você se vê na maior ansiedade por ser a mais engraçada da mesa (sem parecer ridícula), a mais culta ao comentar sobre índices econômicos, a mais pop ao não parar de responder mensagens no bbm e o quanto você adora malhar e ter uma vida saudável ( na realidade você odeia academia, odeia baladas e o que mais gosta e é ficar em casa assistindo comédias românticas com as amigas). A partir daquele momento, você estará criando uma imagem para o garotão que nada condiz com o que realmente você é. E ele criará expectativas em cima dessa imagem fake, e após interagir com você nos próximos encontros, verá que você não é nada do que ele imaginava, e como existem várias outras “experiências” no mercado, ele irá te dar um perdido bonito.

Ai você virá com a velha teoria que os homens não prestam, não querem nada sério, e que só usam as mulheres, e blá, blá, blá. Sinto muito leitora, mas se as suas experiências até o momento foram assim, a culpa é em grande parte sua. O segredo, como disse anteriormente, para uma possível “fidelização” é fazer com que a realidade seja muito melhor que as expectativas. É fazer com que você não gere falsas esperanças no outro, e conseqüentemente evite futuras frustrações. Logo, ser verdadeira e espontânea é a melhor coisa. Nada nos garante que a imagem que você construiu para impressionar o bonitão é a pessoa que ele procura para ele. Ai neste momento você pensa: “ e se depois que ele perceber que eu sou outra pessoa, ele gostar mais da minha verdadeira personalidade?” . Sinto muito querida…. existem muitos “produtos” no mercado, e ele não perderá tempo com um que ele não tenha tido uma boa experiência. As pessoas são volúveis e imediatistas por natureza e ninguém fica muito tempo com quem não gosta, não está muito afim…

Seja qual for o tipo de relacionamento que você se envolva (trabalho, amoroso, fraternal, etc) o importante é sempre ser você mesma. Não devemos gastar nossa energia procurando agradar as pessoas, e sim, buscar formas de melhorarmos no que julgamos ser interessante mudar. Ser você mesmo é muito mais fácil para você e muito mais interessante para os outros do que encarar uma personagem perfeitinha, chatinha, que é copiada e encenada por várias outras mulheres, pelo mercado a fora. O diferencial está no incomum. O incomum pode até causar um estranhamento num primeiro momento, mas depois se torna algo tão imprevisível, tão estimulante que, dessa forma, o rotina não terá espaço para atrapalhar o seu relacionamento, a sua “fidelização”.

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